segunda-feira, 27 de julho de 2009

"O Mestre do Amor"


Estou devorando, atualmente, o livro "O Mestre do Amor - Jesus, o maior exemplo de sabedoria, perseverança e compaixão." que ganhei de presente de uma maravilhosa amiga. O bom deste livro é que preciso ter a Bíblia em mãos para acompanhar algumas citações e, portanto não esqueço do "Livro dos livros". Pois bem, folheando este livro, encontrei logo no início um texto muito interessante, que diz o seguinte:
"Quando um semeador sepulta uma semente, ele se entristece por alguns momentos e se alegra para a posteridade. Entristece-se, porque nunca mais a verá. Alegra-se, porque ela renascerá e se multiplicará em milhares de novas sementes. O Mestre do Amor semeou as mais belas sementes no solo da alma e do espírito humano. Cultivou-as com suas aflições e irrigou-as com seu amor. Foi o primeiro semeador que deu a vida por suas sementes. Por fim, elas germinaram e transformaram a emoção e a arte de pensar em um jardim com as mais belas flores.

Talvez Jesus fosse a única pessoa que conseguia erguer os olhos e ver os campos verdejando quando só havia pedras e areia à sua frente. Ele nos ensinou que é preciso ter metas e nos encorajou a sonhar com elas. Mostrou-nos que podemos romper as algemas do medo e das dificuldade e revelou que nenhum deserto é tão árido e tão longo que não possa ser transposto.
Ele tinha todos os motivos para desanimar, mas nunca desistiu da vida nem deixou de se encantar com o ser humano. Jesus nos amou com todas as suas forças, apesar de saber que não somos gigantes nem heróis. "

O mesmo livro diz ainda, que, "O Mestre da Vida, Jesus Cristo, era profundamente apaixonado pela espécie humana. Dava uma atenção especial a cada pessoa indistintamente." E cita Mt.4.24 que mostra Jesus percorrendo toda a Síria curando todos acometidos de enfermidades, tormentos, os endemoninhados, lunáticos, paralíticos, que lhes eram trazidos.
Lembro que Ministério é isso, dar a vida, viver para a obra, amar o próximo indistintamente, como Jesus fez. Devemos ser parecidos com Jesus, devemos brilhar a Sua luz aonde estivermos. Mas, ao contrário, nas igrejas vemos pessoas, usando seus Ministérios para alimentarem seus egos sedentos, usam a Palavra de Deus para justificarem a sua necessidade de se auto-afirmarem, querem que sua própria luz brilhe, a luz do egoísmo, da vaidade, do orgulho. Onde fica o amor ao próximo? Amor à Deus? No mesmo livro, encontrei um outro texto que resume exatamente o que tem ocorrido dentro das igrejas.
"Os jovens de hoje são frequentemente arrogantes e autoritários. O mundo tem de girar em torno das suas verdades e necessidades. Por estarem abarrotados de informações, acham que entendem de tudo. Raramente uma pessoa mais velha consegue mudar as rotas do que pensam e sentem. Por quê? Porque não aprenderam a duvidar de si mesmos, a questionar as próprias opiniões nem se colocar no lugar dos outros. "
É exatamente isso que tem acontecido, a falta de empatia, de se colocar no lugar do outro, de sentir a dor do outro, de viver para servir, não para ser servido, de anunciar, não receber. - Não! Não posso servir, afinal sou Filho de Deus! "Mas, Independente de Jesus ser o Filho de Deus, ele foi o mais humano dos homens. Foi um homem até à última gota de sangue, até à última batida de seu coração." "E jamais alguém tão grande se fez tão pequeno para nos ensinar as mais importantes lições de vida." (outros textos do livro)
Na verdade, as pessoas esquecem que Jesus ensinou a necessidade de sermos humildes em nossos Ministérios, que estamos aqui para servir, mas ao contrário disso, escolhem seus Ministérios de acordo com as suas capacidades, talentos e gostos pessoais. - Sou excelente cantora, então vou para o Ministério de Louvor. - Danço perfeitamente, sou profissional, então formo um grupo coreográfico. - Tenho uma excelente expressão, então resolvo fazer LIBRAS ou teatro. - Sou comunicativo, me expresso muito bem, resolvi ser Pastor ou Evangelista. E entre elogios e aplausos me perco, esqueço do principal, da Palavra. Canto e esqueço de ministrar a Palavra de Deus e falo aquilo que quero, para reforçar as minhas idéias, pensamentos e objetivos pssoais. Danço e deixo de lado a Palavra do Senhor, não me preocupo se todos estão compreendendo a Palavra cantada, simplesmente quero dançar, mexer o meu corpo ao ritmo da música que estou ouvindo. Interpreto para os Surdos, mas não me preocupo se os Surdos estão compreendendo a Palavra e não me preocupo com a sua edificação e crescimento, quero interpretar somente ou encenar uma peça de teatro qualquer sem a preocupação de transmitir a Palavra. Falo e expresso meus conceitos e idéias e esqueço de citar e falar da Palavra que é viva e eficaz, a única capaz de transformar, salvar, alimentar. Sem a Palavra nossos Ministérios e grupos não possuem razão de existirem. Portanto devemos torná-la acessível a todos, lembrando que Ministério é sacrifício, sacrificar sua vida, seus próprios interesses e necessidades. É ser usado como veículo da Palavra de Deus, semeando-a aonde formos à todas as pessoas, sem acepção.

Então sejamos semeadores da Palavra de Deus, falemos de Vida!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Imagine...


Você acordou! Se arrumou para mais um dia de trabalho e, ao sair na rua, percebe que as coisas estão "bem diferentes". O mundo se tornara um "mundo adaptado" ,onde a "maioria" era a "minoria". Este mundo beneficiava somente os que não podiam andar, ver e ouvir e você se desesperava pensando: e agora? Como farei para me comunicar se não sei Língua de Sinais? Como conseguirei ler, se não sei Braile? Como irei me locomover normalmente, onde a maioria usa Cadeira de Rodas? ... Acordou!!! Correu para a janela e, aliviada, pensa: Ufa!! Tudo continua como antes... E observa, pela janela, que nada mudara e percebe, envergonhada, que a "minoria" continua sendo massacrada pela "maioria", que esta "minoria" continua sofrendo com o preconceito, com o descaso de uma "maioria" que podia andar, ver e ouvir, mas que estava impotente para agir e mudar aquele quadro, que não via as necessidades daqueles que estavam à margem e que estavam com seus ouvidos fechados para a voz daqueles que possuíam idéias para mudar aquela realidade... Você abriu a porta e resolveu fazer a "sua parte" e contribuir para uma Sociedade melhor e mais justa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

EMPATIA


A palavra EMPATIA é, segundo Hoffman (1981), a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação.

Na psicologia e nas neurociências contemporâneas a empatia é uma "espécie de" "inteligência emocional" e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva - relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva - relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia.

O Filósofo alemão Theodor Lipps (1851-1914) deu a seguinte definição para empatia, "para indicar a relação entre o artista e o espectador que projeta a si mesmo na obra de arte."

Resumindo, EMPATIA é a CAPACIDADE QUE O SER-HUMANO TEM DE SE COLOCAR NO LUGAR DOS OUTROS.

E você? Possui essa capacidade?

Sair do "nosso cantinho", "nosso lugar de conforto" (que criamos, inconscientemente, nos protegendo do mundo) é realmente, muito difícil!

Mas, como iremos, sentir, perceber, entender a "dor do outro"? Chorar com os que choram, alegrar com os que se alegram?

Sozinhos, não conseguiremos. Pois precisamos de um ingrediente principal e especial, o AMOR.

O Amor Philia que Em grego, significa altruísmo, generosidade. Onde a dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.
E encontramos esse amor somente em Deus (A Fonte de todo Amor, em sua essência), que, ao ver a humanidade perdida, entrega seu filho unigênito, para ser morto em favor do homem. (Jo. 3:16)

Portanto, precisamos, ir à Fonte e permitir que o ingrediente especial desta fonte seja derramado em nossos corações e, assim, seremos capazes de amar o nosso próximo e a empatia será um sentimento natural em nossas vidas.


video

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Viva a diferença!!!




SURDO-MUDO?!... MUDINHO?!... SURDINHO?!...
A Sociedade sempre rotula, de forma preconceituosa, o que não conhece. Não sei quem escreveu, mas achei uma excelente definição quando li, "Preconceito é quando se tem uma opinião, sem conhecimento do fato" E, realmente, quem não conhece de fato, acha que um Surdo também é mudo! E ao verificarmos fisiologicamente percebemos que alguns Surdos não falam, quando não são oralizados, ou seja, não aprenderam a falar através de exercícios fonoaudiológicos. Concluímos que O Surdo é capaz de falar normalmente, pois somente a sua audição é afetada e por isso, a fala precisa ser aprendida já que por não ouvir, a criança Surda não poderá repetir o som como uma criança ouvinte faz em seu processo natural de aprendizagem da fala. Mas, a criança Surda possui um processo de aprendizagem de comunicação diferente da ouvinte e este processo precisa ser estimulado e respeitado, pois se for negada à criança a oportunidade de adquirir e desenvolver uma língua natural, crescerá com um enorme déficit a nível linguístico, que comprometerá todo o seu desenvolvimento, incluindo o social, o que dificultará na construção de sua Identidade Surda. Mas, se a criança for exposta a uma língua gestual naturalmente, poderá adquirir um conhecimento cultural, sobre o mundo e as relações interpessoais, semelhante ao adquirido por uma criança ouvinte. Portanto, o oralismo não deve ser forçado, já que não é um método natural para o Surdo que, poderá, futuramente, optar se deseja ou não ser oralizado.
Quem não conhece de fato, chama os Surdos no diminutivo, infantilizando-os, por os considerarem incapazes, inferiores e que necessitam dos nossos cuidados e piedade.
Chegou a hora, de nós, Sociedade majoritária, nós ouvintes, aceitarmos o SER SURDO, abrirmos mão de preconceitos e paradigmas. Respeitarmos sua Cultura, sua língua, sua identidade.
Afinal, ninguém é igual a ninguém. Somos todos diferentes, portanto, viva a diferença!

Quando busco a meu Deus...


"Quando eu busco a meu Deus, não busco forma de corpo, nem formosura transitória, nem brancura de luz, nem melodia de canto, nem perfume de flores, nem unguentos aromáticos, nem mel, nem maná deleitável ao paladar, nem outra coisa que possa ser tocada ou abraçada. Nada disso busco, quando busco a meu Deus. Porém, acima de tudo isso, quando busco a meu Deus, busco uma luz sobre toda luz, que os olhos não veem; e uma voz sobre toda a voz, que os ouvidos não ouvem; e um perfume sobre todo perfume, que o nariz não sente; e uma doçura sobre toda a doçura , que o paladar não conhece; e um abraço sobre todos os abraços, que o tato não alcança. Porque esta luz resplandece onde não há lugar, e esta voz soa onde o ar não a leva, e este perfume é sentido onde o vento não derrama, e este sabor deleita onde não há paladar, e este abraço é recebido onde nunca será desfeito."

(Uma linda descrição do cristão em busca do nosso Deus, feita por Aurélio Agostinho em resposta à Aristófanes ou Erixímaco, quando lhe perguntavam se ele também estava ali para beber em honra a Dionísio, quando Agostinho invadiu um banquete pagão onde estavam presentes Fedro, retórico; Ágaton, poeta e dono da festa; Aristófanes, comediógrafo; Aristodemo, discípulo de Sócrates; Erixímaco, médico; Pausânias, artista plástico, e o militar Alcibíades.)

Percebemos imediatamente que o bravo e douto Agostinho entrara ali para higienizar, moralizar e cristianizar aquele banquete pagão.
(Texto extraído)


terça-feira, 28 de abril de 2009

DANÇANDO COM O CORAÇÃO



Uma pessoa que não ouve, pode dançar? Como, se ele não escuta a música? O Surdo não escuta, mas sente... O Surdo quando louva verdadeiramente ao Senhor, ele dança, não uma dança com movimentos aleatórios, sem significados, aonde existe a necessidade de atuação do intérprete, pois sem intérprete, o Surdo nada entenderia, ou até pior, dependendo dos movimentos e gestos realizados, poderia entender algo que nada teria haver com o Evangelho e sim com o mundo. Quando os Surdos ou intérpretes louvam em LIBRAS, ministram com o corpo e ministram a Palavra. O corpo fala e fala de Vida! É a dança da alma, a dança do coração, que toca, edifica, muda quem assiste, pois é realizada pela ação do Espírito Santo.
Quando lemos em sua Palavra: "Louvai ao Senhor com danças" Sl. 150.4 Podemos imediatamente, associá-la ao Surdo. Pois é como um Surdo canta, dançando com as suas mãos, corpo, expressões facias... e certamente, O Senhor se agrada quando este louvor é feito com coração contrito da mesma forma que Ele se agrada quando um ouvinte O louva com a sua voz, sem distinção.
Afinal, "Tudo o que tem fôlego louve ao Senhor" Sl. 150.6
Então, LOUVEMOS AO SENHOR!!!

CRENTE INCLUSIVO

Hoje em dia muito se fala, principalmente no "meio corporativo" que é frio e calculista, de inclusão, acessibilidade, diversidade, oportunidades para deficientes... Essas palavras antes não eram muito pronunciadas em nossa sociedade, porque os Surdos, os cegos, os cadeirantes, eram vistos como incapazes e diante disso, a sociedade tinha duas atitudes, a mais adotada, ignorava totalmente a existência do deficiente, ou então, se penalizava de uma forma sufocante, agindo e pensando pelo deficiente, julgando-o impossibilitado de se expressar. Hoje, não tem muita diferença, mas o Surdo mudou a sua atitude diante a sociedade e hoje luta por seus direitos e para que a sua língua e cultura sejam respeitadas e aceitas pela sociedade majoritária, nós ouvintes.

O Surdo não aceita a visão clínica que diz que "surdez é uma patologia" e, que portanto, precisaria ser curado. Normalmente, é o que vemos em algumas igrejas evangélicas, que na sua maioria não possuem Ministério com Surdos, pois, ao se depararem com um, a primeira coisa que fazem é orarem pela sua cura e, ao tomarem esta atitude preconceituosa, afastam ao invés de atrair o Surdo para a igreja, porque esquecem do que é mais importante, a cura espiritual. Do que adianta o Surdo ser curado fisicamente, sair e ouvir e se contaminar com os lixos musicais que, infelizmente, somos obrigados a ouvir nas ruas. Com certeza é melhor que o Surdo seja alcançado pela salvação e ouça a Voz do Senhor.

Jesus em seu Ministério já falava de inclusão, acessibilidade... e IA até os deficientes que viviam sempre a margem e oferecia, principalmente, a cura da alma. E nós, igreja? O que estamos fazendo? EU VOU aprender LIBRAS e falar do amor de Deus aos Surdos... EU VOU permitir que um Surdo participe do meu Ministério, lembrando que é O Senhor quem capacita os escolhidos... EU VOU lembrar dos Surdos ao realizar alguma programação na igreja, gerando um meio facilitador do entendimento do Surdo, ou melhor, um meio agregador, que permita que ele não só entenda, mas participe... e assim eu estarei cumprindo o IDE do Senhor que é para todos, sem acepção de pessoas. Assim eu estarei permitindo que O Surdo que está frequentando a minha igreja seja edificado e sirva ao Senhor, como nós e alcance outros Surdos. Assim o Surdo se sentirá incluído e respeitado e entenderá o que é ser corpo totalmente ligado, unido, vivendo em amor, uma família...
E você? Será que não chegou o momento de agir como Jesus, sendo um "crente inclusivo", um crente que inclui e não exclui as pessoas? Apoiar o Ministério com Surdos de sua igreja, participando dos cultos especiais, orando, aprendendo LIBRAS ou, simplesmente, cumprimentando um Surdo...